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“Por que as pessoas em geral não pensam no coletivo?"

31/10/2008

Nossa natureza e valores naturais são individuais.....

Nascemos com força, amor, paz, verdade, sabedoria, alegria e felicidade. Demonstramos força logo na primeira respirada, lembram como foi encher os pulmões de ar? Como nos sentimos bem quando servimos a alguém com altruísmo? isto é amor.

Harmonia entre o que sou, o que penso ser, como penso que me reconhecem e o que não sou é a verdadeira paz. Acreditar e agir obtendo resultados construtivos sem questionar é a verdadeira sabedoria. Sentir-se incluído ao ambiente é alegria.
Olhar para dentro de mim e gostar do que vejo é a felicidade.

.... mas, para sobreviver no coletivo necessitamos adquirir valores como memória, conhecimento, aprendizagem, hábitos e crenças. Estes valores deveriam facilitar a convivência preservando os valores naturais.

O que encontramos nos dias de hoje são comportamentos eminentemente destrutivos como violência, agressão, matar, infectar, ferir e poluir o que nos tornam inseguros, insensíveis, dominadores, egoístas e em desarmonia. 

Isto faz com que nos afastemos de nós mesmos e o resultado é a busca incessante de encontrar a felicidade nos outros. Como não encontramos, passamos a pensar em nós, desconectado do coletivo nos tornamos egoístas.

Tudo é uma questão de conexão, se assumimos uma atitude que permita a liberdade do corpo, saúde, existência, conforto essencial, prazer, equanimidade, autonomia e responsabilidade, passaremos a pensar no coletivo com altruísmo, humanismo, harmonia e ternura. 

Finalmente, como educador entendo que minha missão não é ensinar, as pessoas nascem sabendo. Apenas é lembrar que comportamentos construtivos como respeito, não-violência, paz, coragem e atitudes construtivas como compartilhar, cooperar, ter e permitir a liberdade de pensamento é o caminho para chegar ao amor.

Quem ama serve e se serve é servido, é um pensar coletivo!

Com carinho,
Paulo Ricardo Ferreira

Porto Alegre, 23 de outubro de 2008

Paulo Ricardo Silva Ferreira