Adversidade ou Diversidade
Adversidade ou Diversidade como forma de promover oportunidade
(parte I)
Alguns autores, pensadores e intelectuais têm manifestado uma real tendência de acreditar que é através da adversidade que podemos crescer. Como que se precisássemos sofrer, nos torturar, padecer, para alcançar o Olimpo. Um pensamento bastante vinculado ao de algumas tradições religiosas que pregam que devemos pagar nossos pecados aqui e só assim poderemos chegar ao paraíso.
Com as nossas experiências na vida acadêmica, na consultoria, tanto no que tange ao curso empresarial, bem como as políticas de comunicação que são empregadas dentro das organizações, temos visto que há duas escolhas para o crescimento como seguem:
Primeiro – Organização e colaboradores contratam que será através do sofrimento.
Segundo – Organização e colaboradores contratam que será através do bem-estar e prazer de todos.
Excluindo desta análise o quesito, a eficácia de um método em relação ao outro, que por hora nos parece o indicador mais irrelevante de tudo isso, pois irão concordar conosco que números têm contado tantas mentiras verdadeiras, concentremos nosso olhar para as seqüelas. A dor alimenta o desgosto, enquanto que o prazer alimenta o gosto.
Desta forma então, desejamos salientar que o crescimento pessoal, profissional, seja de ordem individual ou coletiva, tem que passar por uma nova natureza de significação. Não é a adversidade que nos propõem uma nova ordem de valores, mas o entendimento da diversidade que nos habilita a fazer de um limão uma laranjada.
Contra a regra
Para Antonio Coutinho, Chefe do Departamento de Imunologia do Instituto Pasteur de Paris, e diretor de Pesquisa do Centro nacional de Pesquisas Cientificas da França, "o sistema imune é o único sistema que vai contra a regra fundamental da evolução – a da conservação genética. Ele cria constantemente informação nova e sua diversidade é fundamental porque nunca se sabe de que tipo de células e organismos pode precisar. Por outro lado, ele tem a função de coordenação molecular do corpo humano, que é muito mais importante do que a função de defesa, porque antes de se defender o organismo precisa assegurar sua existência. Nesse sentido, o sistema imune não deveria ser encarado como um combatente de inimigos. A imunologia, ao contrário, deveria se preocupar em explicar os mecanismos envolvidos com o próprio sistema imune".
Sendo assim, nossas adversidades estão vinculadas ao entendimento de nossas diversidades. Quando realizamos a criação de anticorpos para essa mudança o que era fracasso passa a ser vitória. Podemos ser mais explícitos dizendo que o que é dor para alguns, não é dor para outros, o que é limite para esses, naqueles aparecerá como superação e o que é infortúnio no olhar do magnata é riqueza para o monge.
A oportunidade via de regra tem sido aproveitada pelos flexíveis, por aqueles que se adaptam rapidamente, pelos que não estão movidos por – "isso não vai dar certo porque ninguém faz assim".
Nesse exato momento histórico mundial, a pergunta é a seguinte? Quais países prosperarão? Quais empresas sobreviverão? Quais lugares atrairão pessoas promovendo crescimento interpessoal?
Fica então de nós para vocês um momento de meditação. Não um cisco no olho, porque o pensar é, e sempre será, a alavanca que pode erguer uma montanha.
